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Ministério da Saúde de olho nos doadores de sangue PDF Imprimir
Publicado por Administrator   
31 de July de 2008
O índice de brasileiros que doam sangue no Brasil é considerado baixo,
apenas 1,8% da população.

Com objetivo de não apenas sensibilizar, mas também de incentivar doadores
de sangue a estarem com mais freqüência nos hemocentros do país, o
Ministério da Saúde iniciou no último dia 20 de julho a Campanha Nacional
de Doação de Sangue. Estes doadores têm idade entre 18 e 65 anos. Ter
sangue em estoque é essencial, pois tanto o sangue quanto os seus
derivados são fundamentais para o funcionamento de qualquer sistema de
saúde. Diariamente milhares de procedimentos são realizados no SUS
(Sistema Único de Saúde) e em grande parte deles o sangue é fundamental
para uma possível sobrevivência.

Um único doador de sangue pode salvar até quatro vidas, desta forma a
campanha baseia-se na valorização do doador. Doar sangue é motivo de
orgulho! O Mote escolhido é "Ajudar está no sangue". Isto porque o
brasileiro já tem uma predisposição natural para ajudar, juntou-se o útil
ao agradável.

Em entrevista ao programa de rádio A Voz do Brasil o ministro da saúde,
José Gomes Temporão falou sobre a importância de uma doação de sangue
freqüente. "É importante que os hemocentros estejam regularmente
abastecidos para atenderem a demanda dos hospitais públicos em relação a
pessoas que sofrem acidentes, doenças como hemofilia, doenças que
necessitam de reposição de sangue, doenças que necessitam de fatores de
coagulação". Explicou Temporão.

Filmes na Tv aberta, nos cinemas e spots em 27 rádios das capitais e em
praças do interior estão sendo veiculados em prol da campanha. Nos últimos
anos as doações vêm caindo, enquanto a demanda não pára de aumentar. No
Brasil faltam doadores. Segundo dados da Coordenação-Geral de Sangue e
Hemoderivados do Ministério da Saúde, em 2006, foram registrados 3.337.823
doadores, no ano passado esse número caiu para 3.307.346.

"É preciso que ocorra uma mudança de comportamento da população em relação
à doação voluntária de sangue. A importância deste ato precisa ser
incorporada como um valor social e um compromisso com a coletividade",
afirma o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da
Saúde, Guilherme Genovez.

Os homens são responsáveis por mais de 70% das doações e a faixa etária
mais atuante, 50%, é de jovens entre 18 e 29 anos. Entre todos os
brasileiros que doaram sangue nos últimos cinco anos (média de 1,8% da
população), 40% o fizeram, pelo menos, duas vezes ao ano o que é
considerado por especialistas um índice baixo. A Organização Mundial de
Saúde (OMS) esclarece que a média da população doadora de sangue deve
estar entre 3% e 5% em relação à população total do país. Países como
Canadá e Inglaterra já atingiram mais de 5%.

A falta de informação sobre a importância e a necessidade de se doar, a
falta de motivação, alguns mitos que envolvem o processo e a ausência de
cultura de uma doação regular são as principais causas de o brasileiro não
ser doador freqüente. O ministro Temporão ao afirmar que o objetivo da
campanha nacional é atrair novos doadores e "fidelizar" aqueles
considerados eventuais explica que esses dados que a OMS divulgou é mais
um incentivo para que as pessoas que já doam sangue se mantenham doando
permanentemente.



Fonte: Portal da Saúde do Ministério da Saúde - www. saúde.gov.br

Desfazendo mitos

- Doar sangue não dói, é fácil, rápido, não afeta a sua saúde e várias
vidas são salvas.
- A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde, pois a recuperação
ocorre imediatamente após a doação. Uma pessoa adulta tem, em média, 5
litros de sangue em seu organismo. Durante a doação, são coletados no
máximo 450ml de sangue.

Condições básicas para doar sangue

- Sentir-se bem, com saúde.
- Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional.
- Ter entre 18 e 65 anos de idade.
- Pesar acima de 50kg.

Onde doar sangue

- Cada capital brasileira tem um hemocentro que é responsável por
coordenar todas as atividades e serviços hemoterápicos de seu estado. A
doação de sangue pode ser feita em um hemocentro ou em uma unidade de
coleta mais próxima.

Recomendações para a doação

- Nunca doar sangue em jejum.
- Fazer um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior à doação.
- Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores.
- Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação.
- Evitar alimentos gordurosos.

Quem não pode doar

- Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade.
- Mulheres grávidas ou amamentando.
- Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como
AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas.
- Usuários de drogas.
- Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou
eventual, sem uso de preservativos.

O que acontece depois da doação?

O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem-estar e pode,
posteriormente, conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu
sangue. Estes testes detectam doenças como AIDS, Sífilis, Doença de
Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C, além de outro exame para saber o tipo
sanguíneo. Se for necessário confirmar algum desses testes, o doador será
convocado para coletar uma nova amostra e, se necessário, encaminhado a um
serviço de saúde. É importante lembrar que os exames visam principalmente
à qualidade do sangue e não incentivar os exames como um benefício para o
doador.

O que acontece com o sangue doado?

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias,
plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com
apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os
hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes
internados.

Serviço

Dúvidas podem ser tiradas junto ao Ministério da Saúde através do
Atendimento ao Cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425
 
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